A Brigada Gap Ey, coordenada pela Associação Paiter Suruí, surgiu para combater incêndios e proteger a Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. Integra conhecimentos ancestrais com capacitações técnicas em um modelo de manejo do fogo que abrange monitoramento, combate, reflorestamento e queimadas tradicionais. Envolve jovens, mulheres e anciãos, resgatando saberes culturais e fortalecendo a autonomia do povo Paiter no manejo sustentável de seu território.
Resultados e impactos
• Maior união e articulação comunitária em torno da proteção territorial.
• Inclusão de jovens e mulheres nas ações da brigada.
• Resgate e registro de saberes tradicionais Paiter.
• Aumento na produção de café orgânico, castanha e mel.
• Ampliação de alianças e acesso a recursos externos.
• Redução de queimadas descontroladas no território.
Sustentabilidade
O sucesso da prática se vincula à valorização dos conhecimentos ancestrais Paiter. Oficinas de cartografia social e o uso de tecnologias como drones integraram tradição e inovação. A participação de jovens garante a continuidade desses saberes e as mulheres ampliam seu papel nas ações da brigada.
Depoimentos
“A atuação da brigada comunitária mudou as práticas de cultivo de nossa comunidade. Foi um trabalho coletivo, já que cada brigadista pertence a uma família Paiter e entende a realidade local. Todos participam, desde as crianças com noções de primeiros socorros até os mais anciãos com seus conhecimentos ancestrais. As mulheres conquistaram espaço e foram anunciadas vagas para mulheres na brigada comunitária.” Alexandra Suruí.
Conheça as categorias de boas práticas do projeto
A ExpoMIF é uma plataforma que reúne mais de 50 experiências, ferramentas e metodologias aplicadas ao Manejo Integrado do Fogo (MIF) nos países amazônicos. Com esta feira virtual, o objetivo não é apenas divulgar experiências.
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